Jesse Alderman é conhecido como Sway, e isso não é à toa. O rapaz tem a capacidade de conseguir fazer qualquer coisa que você pedir, desde arrumar cervejas para festas a expulsar alunos da escola. Por saber dessa capacidade de Jesse que o capitão do time de futebol, Ken Foster, pede a ele que ele dê um jeito de fazer Bridget Smalley sair com ele. Só que Jesse não acha essa tarefa nada fácil. Não que ele não fosse capaz de fazer Bridget se interessar por Ken, porque ele já fez coisas muito mais difíceis. Só que Bridget é uma das pessoas que ele mais gosta na vida. E é nessa missão que ele percebe que seus sentimentos por ela são mais que só uma admiração.

E, quanto mais você conhece de Jesse, mais você percebe que ele é mais do que parece – essa pessoa meio distante mas muito esperta. O passado de Jesse não é o mais tranquilo – sua mãe se suicidou quando ele era menor, seu pai, um músico, sempre foi muito ausente. Ele acabou tendo que se criar sem o apoio de ninguém, e acabou se acostumando a isso.

Por outro lado temos Bridget, que é uma menina daquelas bem certinhas: é estudiosa, educada e gentil. Sabe aquelas pessoas que com uma um passo viram santas? Essa é Bridget. Acontece que, quando ela começa a conviver com Jesse, ela percebe esse outro lado dele que ninguém enxerga, sabe?
E aí ela meio que nem se interessa pelo Ken, mas por ele.

Pois é.

Esse é um romance que não segue muito os moldes dos YA que estamos acostumados a ler (graças a Deus!). A história de Jesse e Bridget vai além do garoto-encontra-garota que já mais do que conhecemos, e acho que isso acontece por causa da personalidade dos personagens. Por se passar no ensino médio, essa época tão conturbada e desesperadora pela qual todos temos que passar, a gente sabe que as emoções dos personagens estão à flor da pele. Quando a gente sente raiva na adolescência, a raiva é intensa – assim como a paixão, que parece que vai nos derrubar e nos manter no chão. Assim, Jesse e Bridget são dois personagens com características muito claras: ela é muito perfeita e certinha, ele é muito do tipo frio e desinteressado. E a parte interessante é ver essas características indo derrentendo aos poucos até que eles se transformam bem na frente dos nossos olhos.

Claro que, além dos personagens principais, temos uma gama de secundários importantes para o desenvolvimento da história, além de situações divertidas pelas quais os dois passam – como Jesse tendo que ficar amigo de um velhinho numa casa de repouso só pra ficar mais próximo de Bridget. Aaaah, e quando eu digo que esse é um romance, eu me refiro ao gênero mesmo. Embora os personagens principais de fato se envolvam em um relacionamento, esse livro não se trata só disso. Kat Spears faz um recorte da vida adolescente e conta um pedaço da vida deles dois e de todos aqueles que os rodeiam.

Se você procura um romance diferente de todos os que você já leu, com um envolvimento fofo, personagens carismáticos e uma boa narrativa, Sway pode ser a sua pedida.