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Boo é um garoto de 13 anos, franzino, pálido e que está morto. Ele agora está no céu, que na verdade é uma cidade, que só tem pessoas de 13 anos, assim como ele, e onde tudo parece estranhamente familiar com o mundo normal, mas que também nada tem a ver com o mundo como ele conhecia.

Quando ainda estava entre os vivos, Boo sofria bullying com frequência. Ele preferia estudar a ser popular, e tenta escapar dos ataques que sofre na escola, mas nem sempre consegue. É num desses ataques que ele acaba morrendo e indo para a Cidade. Ele não lembra como morreu, e esse questionamento o persegue durante a narrativa.

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Um dia, entre as muitas mudanças às quais ele tem que se adaptar em seu novo “lar”, Boo descobre que outro garoto de sua escola apareceu no céu, com novas informações sobre sua morte. Agora, Boo tem que tentar encaixar os fragmentos de memória para tentar entender o que aconteceu.

A narrativa é toda em primeira pessoa, na perspectiva de Boo. Ele é um personagem muito divertido e sarcástico, o que dá um tom delicioso a narrativa. Ele é espirituoso, diferente e uma pessoa muito boa. Durante a narrativa, esse personagem precisa se acostumar com a nova realidade, e acompanhá-lo por essa nova trajetória é muito bom.

A trama se desenvolve com descobertas e muito humor, e as coisas vão ficando mais interessantes a cada página. Junto com Boo, começamos a entender o que aconteceu com ele mas, acima de tudo, podemos refletir sobre aspectos da convivência que muitas vezes são subestimados. Uma leitura que me surpreendeu em todos os bons sentidos.