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Rafe é um garoto que, aos 13 anos, se assumiu gay. Ao contrário de muitos outros na mesma situação que ele, ele nunca sofreu Bullying por ser homossexual,  não foi excluído e foi aceito por todos que ama logo de cara. O problema é que ele não aguenta mais ser o porta-voz da causa gay em sua escola. Assim, ele decide que vai pra uma escola só para meninos em outro estado e que NINGUÉM vai saber sua orientação sexual. Ele quer recomeçar do zero, sem toda a pressão que sentia sobre seus ombros.

Tudo dá certo a princípio. Ele se torna amigo de várias pessoas, faz parte do grupo de atletas e do time de futebol, e as coisas não poderiam estar melhores. Mas ele acaba percebendo que está se apaixonando por um de seus amigos. E esse amigo é hétero. Daí as coisas começam a complicar…

Como sou apaixonada por livros YA, acabo sendo um pouco suspeita. Mas acompanhar Rafa nessa jornada de redescoberta é encantador, divertido e emocionante. E, embora pareça focar no romance, Apenas um garoto é uma grande ode às amizades e a forma como elas podem mudar nossas vidas.

Como na vida real, aqui encontraremos personagens fiéis, bons e dedicados, assim como personagens falsos, que não são o que parecem e que não merecem nem um minuto da nossa atenção. Além disso, a busca por um lugar no mundo, a procura de pertencer a algo também está muito presente na narrativa. Afinal, quem nunca quis muito fazer parte de alguma coisa?

Me senti transportada para o ensino médio (o que, no meu caso, foi uma viagem no tempo maravilhosa, porque meu Ensino médio foi incrível). Com personagens cativantes, uma narrativa que prende o leitor e muitas situações divertidas e com as quais podemos nos identificar, é impossível não amar Apenas um garoto.