eu-estou-aquiElsa Bilier tem uma única paixão em sua vida: montanhismo. E é por isso que ela está em coma há 5 meses. Os médicos estão pensando em desligá-la, já que não acreditam que ela possa acordar em algum momento. Sua família quer acreditar que ainda existe uma possibilidade, mesmo que remota, de que ela volte a viver, mas às vezes é difícil manter as esperanças.

Thibault vive sozinho em seu apartamento. Seu irmão mais novo matou dias adolescentes enquanto dirigia bêbado, e Thibault não consegue não sentir raiva dele. Tendo que levar sua mãe ao hospital com frequência, ele prefere nem entrar no quarto onde Sylvain está, porque não sabe o que pode acontecer se eles estiverem no mesmo lugar. É numa dessas visitas que ele acaba entrando por engano no quarto de Elsa. E é lá que ele encontra um ponto de fuga para o problema que tem com o irmão.

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O livro é narrado em primeira pessoa, ora na perspectiva de Elsa, ora na de Thibault. A maior parte do livro se desenvolve no hospital, em conversas que Thibault mantém com Elsa, mesmo que ela não possa responder. Desde o início, é possível perceber como os dois personagens se sentem confortáveis na presença um do outro (Elsa está em coma mas sua audição está perfeita, então sua parte da narrativa é dada a partir do que ela ouve). Por mais que algumas pessoas possam achar que a relação que os dois desenvolvem seja superficial e meio fora da realidade, eu a achei cativante.

Essa é uma história sensível e muito bem desenvolvida sobre duas pessoas que estão perdidas – Elsa, dentro dela mesma, Thibault, dentro de seus problemas. Achei a temática diferente do que estou acostumada a ler, e gostei muito da leitura.