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Desventuras em Série é uma das séries de livros mais incríveis que a gente já leu. A Companhia das Letras acabou de relançar o boxe com todos os livros (!!!) e, em breve, a série vai ao ar no Netflix, então decidimos fazer uma série de posts sobre esse universo. Aqui, listamos 13 motivos que nos fazem amar essa série:

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1 – Os irmãos Baudelaire

Os irmãos Baudelaire são, provavelmente, os personagens mais sem sorte da história da ficção. Mas eles não são só isso. Com personalidades fortes e talentos únicos, esses personagens são forçados a amadurecer muito cedo, já que perdem seus pais e são obrigados a viver com o Conde Olaf. Durante os 13 livros, os personagens passam pelo processo de luto de uma forma cruel – e sofrem mais do que qualquer pessoa, mas ainda assim conseguem encantar os leitores, porque são personagens especiais.

2- Os personagens secundários

Snicket tem o poder de criar personagens surreais mas que, ao mesmo tempo, nos parecem críveis. Todos os personagens que aparecem nos 13 volumes dessa série estão conectados de alguma forma, o que é parte do encanto do universo que o autor criou. Existem coisas que você nem imagina conforme lê a série, e só descobre no final. Preste atenção nos personagens secundários, porque quando você menos esperar, eles vão voltar com uma surpresa.

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3 – O vilão

Conde Olaf é um dos personagens mais despresíveis e dramáticos que já encontramos. Ele é basicamente a personificação do mal, meio psicótico, que passa seu tempo inteiro tentando roubar a riqueza da família Baudelaire. O problema é que suas ações são completamente cruéis, sem nenhuma qualidade redentora, nada que nos faça gostar dele. Ele não vai se preocupar em matar quem passar por seu caminho, se isso o colocar mais perto do prêmio. Despresível, embora construído de maneira inteligente.

4 – A narrativa

Muitos leitores dessa série reclamam que a narrativa é repetitiva, mas isso é uma das características que a tiram do lugar-comum e a transformam em algo diferente. A cada livro da série, um novo guardião é apresentado ao leitor, e ele fica temporariamente responsável pelos irmãos Baudelaire. A cada livro da série, Conde Olaf aparece, tenta roubar a fortuna dos irmãos, as crianças eventualmente conseguem superar, resultando no desmascaremento do Conde Olaf e os Baudelaires sendo enviados para outro guardião.

Porém, essa repetição não é uma falha da narrativa; é, na verdade, um golpe de gênio.

Desveturas em Série, é completamnete sobre a luta contra o inevitavel – a morte, o luto, a perda e o conflito. Dentro de cada livro, os Baudelaires chegam terrivelmente perto de levar Olaf à justiça e escapar de suas circunstâncias terríveis, apenas para se frustrarem no último minuto.

5 – O narrador

Esse é, provavelmente, o personagem mais incrível de toda a série. Sim, a história é muito bem construida e os personagens são todos muito bons, mas é o narrador que dá o tom e transforma Desventuras em Série no que é.

Hilário na mesma medida que é trágico, Snicket é uma figura a parte. Ele entra e sai da narrativa, e sua personalidade – tímido, desafortunado, sofrido – ajudam ainda mais a moldar a atmosfera dessa série. Além disso, o mistério que se desdobra aos poucos é uma das ferramentas que mantém o interesse do leitor, e é graças ao narrador, sua forma de abordar a história e suas notas por todos os livros que isso acontece.

6 – O tom

Como falamos na narrativa e no narrador, Desventuras em Série carrega um tom muito particular e diferente. Logo nas primeiras páginas, é possível perceber que as trevas são basicamente a essência da história. O universo, embora a primeira vista um tanto diferente, é um reflexo da nossa própria realidade – repleto de crueldade, injustiça e perigos a cada esquina. Embora essa atmosfera pareça pesada e repleta de trevas, nenhum livro se passa sem que pequenos momentos de luz aconteçam. O autor fez questão de colocar momentos de descontração, alguns motivos para risada, o que permite ao leitor um pouquinho de paz entre tantos traumas emocionais que rolam na narrativa. Então, mesmo que intrínsecamente cruel, Desventuras em Série nunca é 100% trevas.

7 – C.S.C

Por favor, vamos falar sobre a C.S.C.

Para quem ainda não leu, a C.S.C. é basicamente a fonte de mistério da série, uma organização secreta que ninguém sabe ao certo o que é. A cada livro, mais perguntas sobre essa organização são dexixadas sem resposta, o que faz com que nós, pobres leitores, fiquemos um pouco mais ansiosos a cada livro que se passa. Inclusive, a C.S.C. é uma das conexões mais fortes entre os personagens, lugares e coisas que acontecem na história.

A C.S.C. é basicamente uma organização meio bipolar – ou, se quisermos uma boa nomenclatura, é uma organização que possui muita dualidade em sua criação. Eles são obsecados por fogo (tanto por causar fogo quanto por extinguir o fogo), o que pode ser uma metafora pra toda a dualidade que a própria série tem. Alguns de seus membros estão ali para criar a ordem, mas alguns existem para criar o caos.09c7f6c8941ce2b7f2a08a5e82eb3136

8 – As referências literárias

É quase impossível ler uma linha de Desventuras em Série que não tenha uma referência literária, filosófica ou histórica. São inúmeros os exemplos, mas um deles é o nome “Baudelaire” é, claramente, inspirado no poeta Charles Baudelaire e o fato dos filhos do Sr. Poe serem chamados de Edgar e Albert – fazendo menção a Edgar Allen Poe.

São inúmeras referências que possibilitam que os leitores adultos se sintam atraídos pela narrativa, mas que também permite aos leitores mais novos se aprofundarem e amadurecerem à medida que a narrativa evolui.

9 – O filme

É claro que a adaptção cinematográfica de Desventuras em Série não é perfeita, mas quais adaptações o são? Ele se desvia da narrativa dos livros, sim, mas compensa em efeitos visuais sensaionais, cenários deslumbrantes e a caracterização impecável. Ao assistirmos ao filme, conseguimos perceber como a produção conseguiu capturar o tom especial que Desventuras em Série tem.

10 – O autor

Daniel Handler é uma pessoa divertida, idiota e bem peculiar. Se você assistir a qualquer entrevista dele, você percebe que a linha é muito tênue entre criador e criatura. Daniel definitivamente ama todas as coisas macabras e esquisitas e melancólicas que possam existir. Para vocês terem uma ideia: sempre que ele está em contato com o público, seus eventos são fora do comum – ele lê os livros, claro, mas também faz um pouco de teatro com miniaturas e um pouco de show de comédias. Tem como não amar?

11 – As outras obras de Lemony Snicket

Desventuras em Série não é a única obra de Snicket, embora seja a mais conhecida. O solitário e desafortunado nobre escreveu muitas outras obras, entre elas a série Só perguntas erradas, que é meio que uma atobiografia do autor (e uma prequela de Desventuras em Série, já que se passa no mesmo universo <3). Essa série tem 4 volumes publicados também pela Companhia das Letras.img_8862

12 – O fim

Sinto desapontar você, mas o décimo terceiro livro da série, O fim, não é, de fato, o fim. Inclusive, o próprio autor avisa que toda a ação de verdade do livro acabou no décimo segundo livro. O último volume é, acima de tudo, uma possibilidade de pensarmos mais sobre as experiências que os Baudelaire passaram durante todos os 12 livros anteriores.

E, não, as coisas não são todas resolvidas nesse volume. Você ainda vai ter muitas perguntas. Mas, ainda assim, não consigo imaginar um final mais sensacional para essa série do que esse. Você devia ler O QUANTO ANTES.
13 – A nova série da Netflix

 Qualquer apaixonado por filmes e séries sabe que, quando a Netflix está envolvida, coisa boa vem por aí. Em janeiro de 2017, a adaptação de Desventuras em Série chega no canal online de streaming, e a gente mal pode esperar. Para vocês terem uma ideia: Neil Patrick Harris, nosso eterno Barney de How I Met Your Mother, é o Conde Olaf dessa adaptação. COMO NÃO AMAR?


E aí, vocês tem mais algum motivo pra amar essa série? Conta pra gente!