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Victor Hugo ganha um presente um tanto inusitado de seus pais: um telefone. Mas não, não é um celular, não é sequer um telefone sem fio – é um daqueles telefones bem antigos, preto, de cabo enrroladinho, sabe? Nem o próprio Victor Hugo entendeu o porque de ganhar aquele telefone. Não, pelo menos, até começar a receber algumas ligações ainda mais estranhas que o telefone em si: ligações de uma mulher que diz estar em 1961.

Victor Hugo está em 2011.

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Não preciso nem dizer que essas ligações acabam se refletindo no presente – e futuro – de Victor Hugo, né?

Essa foi uma narrativa surpreendente. Achei a premissa boa, mas não imaginava que Luis Dill iria nos guiar por uma trama de suspense, construída com fatos reais que se misturam a sua ficção e que leva o leitor pra mesma dimensão do personagem. Não tem como ler O Telephone sem se sentir um pouco personagem daquela história.

A trama é separada em quatro momentos separados, que vão se interligando aos poucos no decorrer da narrativa. Não é a história linear a qual a maior parte dos leitores está acostumada, mas isso só faz com que a curiosidade pela história aumente a cada página.

Enquanto seu relacionamento com os pais e com sua namorada, que é uma personagem muito presente na história, é perfeitamente normal, as ligações do passado são claramente contrastantes, beirando até mesmo o absurdo (tanto por serem feitas em décadas diferentes quanto por serem as únicas ligações do passado que ele recebe). Eu queria muito, de verdade, ficar aqui discutindo sobre as ligações, as minhas impressões, as emoções todas MASSSSS seria spoiler e, gente, vocês tem que ler o livro pra amar e se encantar e ficar preso nesse suspense arrebatador também.

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Ah, vale fazer um adendo para falar sobre o projeto gráfico incrível do livro. A Biruta e a Gaivota são, sem dúvidas, as editoras com os projetos gráficos mais legais <3

Vai comprar o seu O Telephone e vem adorar essa história junto com a gente!