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Ler ou assistir algo baseado em alguma obra de Nick Hornby é uma experiência única, Hornby capta a essência do ser humano dos mais diferentes nichos e as faz transbordar em seus personagens, que não soam caricatos ou como imitação de algo, eles são reais!

O livro que escolhi para falar dessa vez foi Uma Longa Queda, trazido ao Brasil pela Companhia das Letras e que está se especializando em trazer ótimas obras para essas bandas.

Em Uma Longa Queda somos apresentados a quatro protagonistas, isso mesmo 4 protagonistas, Martin, Maureen, Jess e JJ. Quatro figuras mais antagônicas não existem, exceto pelo fato de que todos planejavam se jogar do alto do Topper´s House (um dos prédios mais altos de Londres) em plena noite de ano novo. E se não fosse o encontro no alto da torre nunca teriam se conhecido, ou virado amigos.

Martin, um apresentador de TV que teve sua vida arruinada após dormir com uma menor, Maureen, uma mulher de 40 e poucos anos que passa os dias cuidando de seu filho especial; Jess, uma mimada filha de político que vê sua relação com os pais a cada dia pior e seu relacionamento recente terminado e JJ, um americano que veio à Inglaterra com sua banda sonhando com o sucesso e que se viu, no fim das contas entregando pizzas. Cada um à seu modo viu sua vida perder sentido e buscou uma solução “mais fácil”. Desse encontro inusitado às portas de um suicídio, eles fazem um acordo de não se matarem até o dia dos namorados, dali a três meses, e assim tentarem mudar o rumo de suas vidas.

Acontece que as coisas vão tomando rumos que nem eles mesmos imaginavam à principio, como a repercussão na mídia por conta de um dos potenciais suicidas ser da televisão e outra ser filha de um político. Soma-se a isso o fato de Jess dar uma entrevista e dizer que eles mudaram de ideia quanto ao suicídio por conta de um anjo ter aparecido para eles, um anjo parecido com o ator Matt Damon ( uma das várias tiradas geniais do livro).

Hornby novamente nos brinda com uma história genial, com referências magníficas e uma grande dose de realidade. A o ponto alto do livro é ser narrado em primeira pessoa pelos quatro protagonistas e assim somos apresentados à quatro pontos de vista de um mesmo acontecimento, bem como seu vocabulário e pensamentos. Vale a pena conferir o livro (não o filme com o Pierce Brosnan, que é beeeem diferente do livro e beeeem fraco).

Gabba Gabba Hey e até mais!

Igor Fernandez

Obs 1: a capa, mais uma vez é um show à parte da Companhia das Letras

Obs 2: este não é um livro com final feliz de todo mundo cantando “We are the world”, portanto não leia com expectativas gigantes quanto à isso.

Obs 3: Li esse livro em menos de 5 dias, pois é um livro de narrativa envolvente.