Tive um pequeno dilema na minha curiosidade em ler esse livro pois ao mesmo tempo que recebi algumas indicações para lê-lo, também tive preconceito por tratar-se da mesma autora do best-seller Comer, Rezar e Amar – que tem suas qualidades, mas não é meu tipo de romance. Ainda bem que não deixei que o preconceito vencesse.

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Grande Magia é um ensaio a respeito de como levar uma vida criativa. A autora expõe sua teoria mística a respeito de como operaria a inspiração: as ideias estão flutuando no nosso mundo, como energias, procurando por um receptor disponível e empenhado para torná-las reais. Em certas ocasiões uma ideia pode abandonar alguém quando este não demonstra o esforço esperado e por isso é tão frequente descobrir alguém que realizou algo que nós havíamos pensado anteriormente.

O livro é dividido em seis partes: Coragem, Encantamento, Permissão, Persistência, Confiança e Divindade. Todos esses elementos são aspectos que a autora julga importantes para entender como viver de forma plena criativamente. Repletos de histórias que a autora viveu ou soube de outros artistas, a leitura é fácil por parecer uma grande conversa com uma amiga, que alterna humor e reflexão.

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Na parte relativa a coragem, por exemplo, ela nos relata como sempre foi uma criança medrosa até perceber que o medo era sempre previsível. Era a mesma coisa todos os dias, a mesma imobilidade e que ele não poderia ser a coisa mais interessante a respeito dela mesma.

O ofício artístico é frequentemente associado ao sofrimento romântico, uso de drogas, entre outras coisas destrutivas mas Elizabeth Gilbert argumenta o tempo todo que existe uma maneira saudável de realizar um processo criativo e que essa maneira saudável e prazerosa é também mais produtiva. Sua argumentação mudou minha perspectiva sobre inúmeras coisas nas várias vezes que reli esse livro.

Se você tem o desejo de criar arte, seja por hobby ou por profissão, leia Grande Magia.