img_8842-1Que os romances históricos da Loretta Chase são sensacionais todo mundo já sabe. Mas, ainda assim, a cada novo livro da autora eu me surpreendo – sempre positivamente! Ela faz questão de criar protagonistas fortes, independentes e que fogem do padrão comportamental do século XIX. Nessa nova série, As modistas, ela retrata três irmãs que, por causa da irresponsabilidade de seus pais, foram obrigadas a trabalhar para sobreviver – e que acabam desenvolvendo o dom de criar roupas incríveis. Como resultado de sua garra, elas tem um atêlie que a cada dia conquista mais clientes.

Nesse primeiro volume, conhecemos Marcelline, a mais velha das irmãs Noirot, e Gervaise, o Duque de Clevedon. Marcelline está decidida a se tornar a modista de Clara Fairfax, a futura noiva de Clevedon, atraindo assim os olhares da aristocracia para seu atêlie que, embora bem sucedido, tem poucos clientes da elite inglesa. Na tentativa de conseguir que Clara seja sua cliente, Marcelline começa um jogo de sedução com o Duque, no intuito de mostrar como seus vestidos podem mudar a atmosfera de um lugar. O que nenhum dos dois espera é que esse flerte e as negociações dos dois acabem se desenvolvendo para algo mais. Principalmente porque as regras da sociedade impedem que um duque se relacione com uma simples costureira.

Nem preciso comentar o quanto eu amei essas protagonistas, né? O trabalho das irmãs é o foco principal da história, o que só torna tudo ainda mais incrível. Em um cenário em que as mulheres mal tinham algum papel além de bela, recatada e do lar, é muito bom ver que nem todas se prestavam a essa representação. E que personalidades! Estrategistas, divertidas e manipuladoras, essas três irmãs vão conquistar o mundo, um vestido de cada vez.

Outra quebra de paradigmas digna de contos de fadas é um nobre se apaixonar por uma plebeia e ver como isso se reflete na vida dos dois. A história de Marcelline com Clevedon só nos mostra que, independente da época, o amor consegue sobreviver. Não sem alguns arranhões, é claro. Clevedon se sente dividido entre seu dever perante a sociedade e sua atração pela mais velha das Noirot, e vê-lo se decidir sobre qual lado vai deixar prevalecer em suas escolhas é fascinante e muito divertido.

Com uma narrativa bem humorada e envolvente, Sedução da Seda é um prato cheia para as amantes de romances. Mal posso esperar pelo próximo volume.