o-caderninho-de-desafios-de-dash-e-lily (7)
Pense em dois adolescentes fofos. Pense na narrativa de David Levithan. Pois é, o suficiente para lermos o livro, certo? Impossível não amar um livro dele. Principalmente quando se trata de personagens queridos como Dash e Lily.

A Lily é apaixonada pelo natal, mesmo, e é uma garota fofa, que está sempre feliz e que, mesmo sem ter muitos amigos, está satisfeita com a própria vida. Esse ano, seus pais vão viajar no natal, o que teria arruinado completamente a data que ela mais gosta no ano. Mas seu irmão tem uma ideia genial, para fazer com que o feriado de Lily seja melhor: deixar um caderninho vermelho na livraria mais lotada de Nova York, com uma série de desafios para o garoto que o encontrar. O irmão de Lily tem essa ideia para que ela tente arrumar um namorado, mas ela só entra na pilha dele porque achou a ideia divertida.

o-caderninho-de-desafios-de-dash-e-lily (9) o-caderninho-de-desafios-de-dash-e-lily (11)
E acontece que Dash encontra o caderninho. Mas, ao contrário do esperado (que ele respondesse a um dos desafios e devolvesse a caderneta), Dash resolve desafiar a pessoa por trás do caderno. Assim, os dois começam um jogo que os leva por todos os lados da cidade, numa aventura que os leva a conhecer cada vez mais um ao outro pelos desafios e os faz passar um natal como nunca antes.

Quem já leu um livro de Levithan sabe que é impossível não se apaixonar por sua narrativa poética e todas as reflexões que estão em cada capítulo de seus livros. E é muito claro que capítulo foi escrito por Levithan e qual foi escrito por Rachel, já que as narrativas são opostas de um jeito que se completam perfeitamente. Amo todas as histórias criadas por esses dois (e, pfvr, se David Levithan escreveu, eu preciso, PRECISO ler).

Essa é uma história sobre descobertas. Você sabe, aquela fase confusa que todos passamos no fim da adolescência, onde precisamos descobrir nosso lugar no mundo, nosso talento, nossa vocação, tudo de uma vez. Precisamos saber quem somos e com quem queremos estar, e as mudanças podem parecer avassaladoras demais. Mas é uma fase em que todos nós nos sentimos um pouco perdidos, um pouco curiosos – e pela qual TODOS NÓS passamos. Não tem como fugir.

É uma leitura leve, mas não leviana, que tem toques de ironia e reflexão bem equilibrados. Aceitação, amadurecimento, novidades e natal, não tem como não amar.

Ah, e esse é o primeiro livro de uma duologia, então mal posso esperar pelo próximo livro <3