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Oi, gente! Então, o Resenhando de Pijamas está cheio de novidades e, uma delas, são as nossas novas colaboradoras! A Thay aceitou nosso convite e vocês vão vê-la por aqui falando de tudo e mais um pouco. Espero que gostem, tanto quanto a gente, dessa pessoa maravilhosa <3

Festivais de música são um acontecimento por si só! Eles unem e reúnem, misturam e transformam, sem conceitos e preconceitos. Eles são orgânicos, vivos e pulsantes. E, para uma pessoa como eu, eles basicamente transcendem a barreira do físico. Eles se tornam um modo de vida, uma religião, um alimento para alma.

Pela introdução vocês devem ter notado meu pequenino amor por festivais de música, né? Pois é, eu amo/vivo por estas manifestações musicais. Nada me deixa mais feliz do que possuir aquele ingresso do show da minha banda favorita do momento. E foi essa paixão que me fez sacudir a preguiça, guardar o medo no bolso da calça e sair da minha carioquíssima área de conforto para ir ao Lollapalooza sozinha. Sim, sozinha! Então, neste momento, estou invadindo o Resenhando de Pijamas para falar um pouco dessa minha experiência.

Vocês devem estar pensando “que garota doida! Foi a um festival gigante daquele, sozinha! ”. Não discordo de vocês, sou doida sim! Ir sozinha a qualquer lugar é, na maioria das vezes, desconfortável, principalmente para nós, mulheres. Porém, quando as circunstancias da vida já te impediram de ver seus artistas favoritos ao vivo várias vezes, você percebe que estar sozinha na multidão não é tão ruim quanto perder o show do Coldplay pela terceira vez consecutiva, por exemplo. Então, eu comprei os ingressos, as passagens, reservei hotel, meti as caras no mundo e fui. (mas fiquem tranquilos, minha querida mãe e companheira para todas furadas me acompanhou na viagem)

Tudo começou em outubro, quando o Lolla divulgou sua line-up. Quando vi que o Mumford & Sons e a Florence + The Machine viriam, eu não pensei duas vezes e comprei os ingressos! Você acha que eu iria perder a Florence, com seu vestido esvoaçante, cantando Delilah ou a cara de surpreso do Marcus Mumford ao ver a galera cantar todas músicas do grupo aos gritos? Não podia.

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13113118_10204521454034949_676553589_oCom os ingressos comprados, fui em busca de hotel. E acho que essa foi a parte mais complicada de tudo! Quando você não conhece bem o lugar onde o festival acontece, você tem que pensar em escolher um hotel legal e bem localizado. E, graças a indicação de uma amiga, eu conheci o hotel Blue Tree Verbo Divino, que fica num lugar bem legal de Sampa, tem estação de trem pertinho (que vai te deixar na entrada do Lolla) e tem um atendimento ótimo. Recomendo para todo mundo que vai ao festival ou não! Depois disso, foi só comprar as passagens áreas (que com antecedência, não ficaram caras) e aguardar os dias do festival chegarem.

No decorrer dessa espera, o Lolla ofereceu o serviço de transfer, que consistia em transportar a galera de determinado local até o festival e do festival de volta ao ponto de partida, através de ônibus ou vans, com hora marcada. Para quem queria conforto, tranquilidade e segurança, o Lolla transfer era a melhor opção. No meu caso, foi incrível! Ir ao festival sozinha nunca me incomodou, mas o trajeto que eu teria que fazer de ida e volta sempre foi motivo de preocupação, medo e ansiedade. Mas, depois de compradas as passagens do transfer, e com a garantia que eu já desceria do ônibus dentro do autódromo e que na volta eu ficaria no ponto marcado pela produção do evento, onde eu poderia chamar um taxi, eu me senti segura e mais feliz.

A partir daqui gente, é só alegria é só festival! Depois de sanar todas as preocupações com transporte e moradia, os dias voaram e o Lolla chegou com sua line-up cheia de coisas boas e foi MARAVILHOSO. Para ficar mais fácil, eu vou colocar em tópicos todas as minhas opiniões e experiências vividas por lá.

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  1. O lugar

O Autódromo é para o paulista, o que o Parque dos Atletas é para o carioca, um ponto da cidade que fica localizado em um bairro que é contramão para todo mundo, menos para quem mora lá! E digo isso por experiência própria, de três Rock in Rio bem vividos e sofridos no transito carioca e nas poucas opções de transporte para a Barra (bairro onde o RiR acontece). Logo no primeiro dia de Lolla, percebi o quanto era contramão chegar lá! Por isso, apesar do festival oferecer estacionamento e ter pontos de taxi próximos, eu indico ir de trem ou de transfer.

Quanto a dimensão do festival, uma dica: se prepare para andar muito. Pois, aquilo lá é ENORME! Se você acha que vai conseguir se locomover de um palco para o outro rapidamente, esquece! Tudo é distante, e se você está assistindo uma banda tocar aqui e quer ver outro artista começar lá no outro palco, é bom você sair uns dez minutos antes do show acabar. SÉRIO! A galera que se move entre um show e outro é gigante e se você tem pressa, andar com a multidão não é nada legal.

 

  1. Os banheiros

 

Ponto importantíssimo, principalmente para as meninas.

Infelizmente, nesse ponto, o Lolla está atrasado se comparado com outros festivais, pois só disponibilizou banheiros químicos para a galera. Eu, que não estava pulando carnaval na Avenida Rio Branco e muito menos tentando curtir o réveillon de Copacabana, não curti esse serviço. Quem já usou esse tipo de banheiro sabe o quão nojento eles ficam, e para nós, mulheres, não é nada pratico usa-los.

E eu acho que esse foi o único ponto ruim do festival. As reclamações acabam aqui!

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  1. Os shows

 

O Lolla oferece dois dias intensos de muitos shows. São shows que acabam em um palco para outros começarem cinco minutos depois em outro palco. São shows simultâneos. Shows de estilos sonoros, duração e público diferentes. Shows para agradar a todo mundo que vai ao festival. Então, para não ficar confusa e nem perder a hora dos shows que me interessavam, eu fiz uma lista das atrações que eu queria ver e, depois, analisei os horários e os palcos onde eles se apresentariam para escolher aqueles que valeriam mais a pena.

Por exemplo, no sábado, eu cheguei lá depois das 16h e fui direto para o palco Onix, que ficava nos confins do Lolla, para ver Of Monsters and Men às 17h15 e Mumford & Sons às 19h55. Entre esses shows, a Halsey iria se apresentar no palco Axe, na outra ponta do festival. Por causa da distância entre os palcos e o pequeno intervalo entre um show e outro, eu preferi não ir ver a Halsey, para não correr o risco de perder o Mumford & Sons começar seu show.

O mesmo ocorreu no domingo. Mas, tudo é uma questão de priorização. Domingo, eu priorizei a Florence, é claro! Porém, perdi o final do show do Jack U, que estava incriveeeeeeeeeel! Infelizmente, coisas assim acontecem, mas não me arrependo não.

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  1. As comidas

 

Passar fome lá era impossível! Além das opções já conhecidas por nós, ratos de shows e festivais, com aquelas barraquinhas de cardápio “pronta entrega” (cachorro quente/hambúrgueres prontos), o Lolla ofereceu um leque variado de food trucks e um espaço de botecos maravilhosos!

No primeiro dia, como sempre, eu fui comer um cachorro quente “pronta entrega” e me arrependi, porque, diferente daqui do Rio, o hot-dog vinha com catupiry e eu odeio catupiry! Foi difícil comer aquilo, sério! Porém, no domingo, eu cheguei um pouco mais cedo e como já estava ambientalizada com o local, fui buscar os food trucks, mas esbarrei na botecaria do Lolla e fiquei por lá mesmo. Escolhi um boteco que vendia hambúrguer de carne louca e uma porção de salgadinhos de abobora com carne seca que estavam divinos! E tudo feito na hora! Foi ótimo.

 

  1. A moeda

 

Lembrei, agora, de mais um quesito que preciso reclamar: Os malditos Mangos. Desculpa, galera! Mas tenho que falar que a moeda do festival não é nada pratica.

Se você parar para pensar, a ideia é ótima! Você tem um atendimento mais rápido, já que os mangos tem um valor fixo e os produtos vendidos tem valor redondo e não se faz necessário calcular o troco, e se você compra os mangos antecipadamente, você só precisa levar o festival uma quantia em dinheiro para emergências e para passagem (se você for de transporte público).

Porém, se você for trocar seus reais por mangos no Lolla, você vai enfrentar fila. E é aí que entra a questão crucial: comprar somente o valor necessário para aquilo quero comprar naquele momento e, mais tarde, voltar para fila para comprar mais mangos? Ou comprar uma quantia boa de mangos para não ter que enfrentar fila e não saber se você vai gastar tudo? De qualquer forma, há sempre a possibilidade de sobrar mangos no final do festival. Eu, por exemplo, tinha uns 16 mangos sobrando e não queria levar os tickets para casa, então, decidi usa-los para comprar um sorvete de 4 mangos e dei mais 4 para o vendedor e depois com dois copos de água.

 

 

  1. A limpeza

 

Para quem já viu a imundice que o Rock in Rio fica ao final das apresentações, o Lolla é bem limpinho!

Apesar de ter poucas latas de lixos espalhadas pela área do festival, elas nunca estavam cheias e o chão estava sempre ok! Sabe como eles conseguiram isso? Com uma ideia simples: se uma pessoa ia no stand de uma marca e se interessasse em ganhar uma blusa ou bandana ou qualquer coisa, ela recebia uma sacola que precisaria encher com o lixo que a galera estava segurando ou estava jogado no chão. Genial, não?

Depois de certo horário, a galera estava mais interessada em ver os shows, então a staff do festival fazia esse trabalho. Eles também retiravam o lixo das latas para não acumular.

 

  1. As áreas de descanso

 

O Lolla oferece muitas opções de áreas de descanse para o público. De tendas para você fugir do sol ou da chuva à tendas com colchões para você tirar um cochilo. Você também encontra redes de descanso/balanço, puffs e mesas para você fazer seu lanche. Todas ótimas opções para você que precisa esperar por um determinado show ou que se cansou e não quer sentar na grama.

 

 

  1. As pessoas

 

O Lollapalooza é bem particular, pois ele é bem direcionado a uns estilos musicais e por isso, não separa por dia as atrações e público que mais combinam um com o outro. A diversidade de gêneros, estilos, opção sexual e tudo mais, imperam! E o respeito também! Acho que isso é o faz os festivais de músicas tão legais! Eles mostram que as pessoas podem ser quem elas são e podem coexistir sem atingir o próximo.

Quanto ao atendimento que tive, não tenho do que reclamar! Todas as pessoas que trabalharam no festival, e que tive contato, foram simpáticas e prestativas.

Enfim, minha aventura em terras paulistanas foi ótima! O Lolla foi, para mim, uma experiência de autoconhecimento, momentos de realização e felicidade, a voz embriagada pelo amor que cantava todas as músicas, a certeza de que era ali que eu deveria estar, foi incrível! E para quem quiser ir nas próximas edições, vocês têm todo o meu apoio. Não fique parado aí, assistindo tudo na tv! Não deixe que o arrependimento se crie em você! Vá! Vá com seus amigos, com sua família, com o(a) namorado(a) ou vá sozinho(a), mas vá! E bom festival para vocês, galera!

P.S.: Desculpa pela péssima qualidade das fotos gente! Eu só tinha a câmera do meu celular disponível para o festival.