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Aqui conhecemos Anabela, uma menina que tem uma visão do mundo diferente de outras meninas da mesma idade. Ela consegue enxergar a belezareal das pequenas coisas e sua sensibilidade é contagiante. Assim, quando seu pai anuncia que vai ser o coordenador na reforma no Theatro José de Alencar, ela fica muito feliz com a possibilidade de conhecer aquele lugar tão rico em arquitetura e história.

Na apresentação onde seu pai será anunciado como o responsável pela reforma, Anabela percebe que uma das bailarinas se destaca no palco, com uma apresentação incrível, muito mais desenvolta que todas as outras. Mas, no meio de sua apreciação, ela repara que mais ninguém está prestando atenção naquela bailarina. E, logo em seguida, ela percebe que a bailarina em questão desapareceu.

Acontece que aquela bailarina era um fantasma, que quer a ajuda de Anabela para desvendar alguns segredos. E a menina vai precisar decidir se tem coragem ou não para viver essa aventura e descobrir quem é a garota do tule azul que perambula pelo Theatro.

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O livro é dividido em três atos: no primeiro, temos Anabela indo ao teatro para acompanhar o trabalho de seu pai. No segundo, temos o desenvolvimento da relação entre a menina e a fantasma. E, no terceiro, temos os resultados desse relacionamento. Para começar, preciso dizer que esse livro é muito, muito querido. Tem uma sensibilidade marcante em cada capítulo que faz com que essa história tenha um toque fantástico muito presente. É mais profunda do que talvez você espere de um infanto-juvenil – mas isso não é um defeito, longe disso.

Com uma narrativa que descreve sentimentos conflitantes e aborda temas mais sérios como as perdas e o preconceito social, A bailarina fantasma é um prato cheio para discussões pertinentes entre o público da faixa etária ao qual o livro se destina (e para todas as outras idades também, vamos convir). Além disso, o livro também aborda a questão de planejar o futuro, dos recomeços e do perdão, numa atmosfera de mistério e curiosidade que mantém o leitor atento e entusiasmado pela leitura.

Além de todos esses detalhes, a parte histórica da leitura também é muito cativante. Apaixonada pelo Theatro José de Alencar como sou, não pude deixar de me deleitar em todos os detalhes que Socorro coloca sobre ele na narrativa. Sério, parecia que eu estava novamente naquele lugar <3. Uma leitura cativante.