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Em O Primeiro Marido, conhecemos Annie, uma mulher que parece ter a vida perfeita. Com o emprego dos sonhos – afinal, quem não gostaria de ter como trabalho a missão de viajar pelo mundo para escrever sobre os lugares pelos quais passar? – e um relacionamento de cinco anos com Nick, um cineasta que tem garantido seu espaço no mundo cinematográfico, Annie não tem do que reclamar. Pelo menos até o dia em que, do nada, Nick decide que precisa dar um tempo no relacionamento deles.

WHAT?

Sem chão e um tanto sem perspectivas depois de se ver solteira, Annie não sabe muito bem superar isso. Assim, quando Jordan – sua melhor amiga e irmã de Nick – a aconselha a ser o oposto do que ela sempre foi, Annie decide dar uma chance a si mesma. E é assim que ela vai parar em seu Bar preferido quando ele estava prestes a fechar. É assim também que ela conhece Griffin, um chef de cozinha charmoso e fofo, com quem ela se dá bem instantaneamente.  Tão bem que, três meses depois, ela está casada com ele e se mudando para sua cidade natal, onde ele vai abrir o próprio restaurante.

WHAT?

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Mas a loucura não para por aqui. A lua de mel dos pombinhos é arruinada pelo irmão de Griffin, que está morando temporariamente – e sem aviso – em sua casa, junto com seus dois filhos pequenos e encapetados. Tudo isso porque o irmão de Griffin engravidou outra mulher que não sua esposa e fora expulso de casa. Ah, e não esqueçamos do pequeno detalhe de que a mãe de Griffin odeia Annie, por considerar que casar com ela tenha sido o pior erro da vida de Griffin. E, por favor, não esqueça de acrescentar os ex namorados: o dela, que volta como um cão arrependido com o rabo entre as pernas, a dele, que está mais presente que qualquer pessoa na vida do casal.

WHAT? WHAT????

 Sim, eu sei que parece loucura e que parece um pastelão, mas acredite em mim: não é! Laura Dave conseguiu criar, com todos esses elementos, uma história cativante, divertida e incrível. Me apaixonei por essa história de uma forma que não esperava quando comecei o livro, e agora recomendo a leitura para todas as amigas possíveis.

Os personagens são muito cativantes, mesmo quando a gente nem queria que eles fossem. E, por mais que pareça super impossível esse contexto resumido aí em cima, na narrativa de Laura ele é bem plausível e nada irreal. Por mais que a história tenha uma tendência a ser um drama – afinal, a história é toda baseada nas escolhas incertas que a personagem tem que tomar, – a autora consegue nos manter na esfera de comédia romântica, com muitos momentos divertidos e muitos momentos sensíveis e lindos que me fizeram suspirar e sorrir.

Recomendo, muito, a leitura desse livro. Gostei tanto que mal posso esperar para ler outros livros da autora. A narrativa leve, mas que aborda questões cotidianas e realísticas, me cativou como poucos livros desse gênero conseguiram. Leiam!