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Ei,

E aí sentiram muito a minha falta? Não? Tudo bem…vou embora então…beijos e vou voltar ao GTA V…

Ahhhh, não pensem que irão se ver livres de mim assim tão fácil!

Como andam as coisas? Como foram de natal? E réveillon? Pois bem, depois dessa pequena pausa nas atividades, quando eu tentei aproveitar um pouquinho de férias e do que eu acumulei ao longo de 2012, 2013 e 2014 (e não consegui aproveitar nada, adianto logo), não é que eu retorno para podermos conversar sobre alguns livros novos!

Nos primeiros dias de dezembro, não sei se vocês sabem (deveriam saber…) eu completo mais um dia do meu nome (mais especificamente no dia 6 de dezembro, anotem aí para no próximo eu ganhar presentes, huahuahuahua) e justamente no início de dezembro chegou em minha casa mais um livro da Companhia das Letras, para ser justo, chegou mais um livraço da Companhia das Letras aqui em casa. Não, não estou puxando sardinha…Chegou aqui, para que eu pudesse me deliciar com mais uma ótima história, o ótimo A Balada de Adam Henry de Ian McEwan.

De antemão já digo (e o faço bastante envergonhado) que não conhecia este autor fantástico (erro que já tratei de reparar) e só escolhi o livro devido ao seu tema e a sua sinopse fascinantes.

Vamos aos fatos?

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O livro é protagonizado por Fiona Maye, juíza do Tribunal Superior de Londres e especializada em direito da família. Fiona é uma mulher bem sucedida profissionalmente que beirando os 60 anos atravessa uma grave crise em seu casamento, até então estável (porém sem filhos), que recebe um caso bastante complicado. O jovem Adam Henry, de 17 anos sofre de leucemia e para que seu tratamento possa ser realizado da maneira correta e Adam possa se salvar, depende de transfusão de sangue e é aí que reside o problema, ele e sua família são testemunhas de Jeová e, por isso, negam o tratamento! O hospital em que Adam encontra-se internado entra então com uma ação judicial para que possa realizar o procedimento e assim possam salvar a vida do jovem.

Poderia ser apenas mais um caso complicado na vida de Fiona, porém esse caso ganha um peso extra nos ombros dela, talvez em uma tentativa de se desvincular de seus problemas pessoais, ela resolve conhecer o jovem Adam e assim decidir se intervém ou não.

Adam é um jovem argumentador, inteligente, talentoso musical e poéticamente falando e faz com que sejam despertados em Fiona um desejo maternal reprimido e, o que ela mais temia, um desejo afetivo e sexual por esse jovem.

A trama é milimétricamente desenrolada para que sejamos cada vez mais inseridos nos dramas, medos e anseios de Fiona, McEwan escreve de maneira magistral, seja relatando os casos judiciais julgados por Fiona, seja relatando os problemas conjugais dela, seja nos mostrando a perseguição emocional e por vezes invasiva sofrida por Fiona quando Adam resolve rever a mulher que lhe salvou a vida, lhe dedicando inclusive uma música, a tal balada do título (juro, isso não é spoiler…spoiler é falar sobre o casamento vermelho antes de uma pessoa ler ou assistir tal acontecimento). Os personagens coadjuvantes não são tão aprofundados ou tão bem desenvolvidos quanto Fiona, mas essa é a ideia do livro, nos mostrar Fiona e seus dramas, os outros personagens são inseridos apenas como pano de fundo ou complemento para que possamos compreender o que se passa na vida dessa mulher madura, bem sucedida e que atravessa um turbilhão em sua vida trilhada com disciplina e dedicação.

O livro tem um final desolador, não tão inesperado porém ainda assim de deixar um certo aperto no peito. McEwan é genial em nos manter presos à sua obra até a última linha, mesmo antecipando o final em algumas páginas. O livro vale a pena ser lido e relido de imediato (algo que eu fiz) para que possamos apreciar seu enredo e nos deliciar com suas referências culturais que saltam pelos capítulos.

Um defeito? Existe sim…o livro é curto e em apenas 193 páginas chegamos ao fim com um gosto de quero mais.

É isso meu povo!

Gabba Gabba Hey e até a próxima!

OBS 1: A tal balada do título pode ser lida em inglês nos sites da “internê”, ela fica numa estrutura melhor e numa rima melhor (não é problema da tradução do livro, que está impecável, são as perdas normais em qualquer tradução mesmo)..

OBS 2: Escrevi essa resenha ouvindo, depois de muitos anos, o cd “Come Away With Me” da Norah Jones (que nunca sonhou em ser casado com essa mulher que me atire a primeira pedra!).

OBS 4: Que calor é esse??? Acho que vou morar na Sibéria para tentar fugir disso!

OBS 5: Bebam bastante água e se puderem assistam “Uma aventura Lego”, o filme já está em dvd e não me canso de assistir!

OBS 6: Nesse calor lembrem-se, no mar as lanchas são como os carros, os jet ski como as motos e os banhistas como os pedestres! Hhuahuahuahuahauha